,

Zamm Imóveis em Campinas

Estabilidade no preço de imóveis em Campinas mostra perspectiva de melhora no mercado, diz Secovi. Pesquisa feita por portal imobiliário em 11.469 imóveis de Campinas aponta preço médio de R$ 5.023 por m²; houve alta, mas foi menor que a inflação.

Uma pesquisa feita por um portal imobiliário com 11.469 imóveis de Campinas (SP) aponta que o preço médio do metro quadrado se mantém estável na cidade, o que traz uma perspectiva de melhora no mercado, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

O levantamento se refere ao período de 12 meses e faz parte do Índice Properati-Hiperdados, feito com base em cerca de um milhão de imóveis cadastrados no portal em todo o Brasil. A instituição tem sede em mais seis países – México, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai.

De março de 2016 a março de 2017, o preço médio do metro quadrado em Campinas passou de R$ 4.796 em para R$ 5.023. No entanto, o aumento de 4,73% no período representa uma estabilidade já que, se considerada a inflação, teve leve queda de 0,03%, segundo o estudo. Se comparado a fevereiro deste ano, o preço médio teve alta de 0,39%.

Para Rodrigo Coelho de Souza, diretor de intermediação imobiliária do Secovi (regional) e presidente da Rede Imobiliária Campinas e Região, a variação no valor do metro quadrado mostra uma estabilidade positiva. Recentemente, segundo ele, tem se percebido a retomada da economia e da construção civil.

“Nos últimos dois anos não teve aumento. Preços se mantiveram estáveis e ainda estão estáveis, com tendência de retomada a partir do segundo semestre. Com a alta do crédito imobiliário, os preços tendem a subir novamente”, afirma o diretor do Secovi.

Souza destaca que a recuperação no mercado de imóveis usados deve começar a partir do segundo semestre e será mais expressiva ao longo de 2018.
Melhor momento para comprar

Por conta da recuperação “tímida” que se espera, Souza orienta que o momento é bom para quem está em busca de um imóvel para compra ou investimento, pois permite mais chance de negociação de valores.

“É hora de comprar na baixa pra vender na alta. O primeiro trimestre teve alta de 15% no volume de vendas em relação ao mesmo período de 2016”, afirma.
Outras cidades

Para Renato Orfaly, diretor da Properati no Brasil, a alta percebida em Campinas mostra um cenário compatível com outras cidades.

Em Indaiatuba (SP) o levantamento considerou 3.746 imóveis e a pesquisa constatou um aumento real de 0,87% no valor médio do metro quadrado, passou de R$ 4.005 para R$ 4.232, em um ano.

Já em Valinhos (SP), o estudo constatou alta de 3,84% nos preços do metro quadrado, passou de R$ 4.373 em março de 2016 para R$ 4.541 em março de 2017. Mas, considerada a inflação no período, houve queda de 0,88%.

“Teve um desempenho inferior à inflação. É uma caraterística da maioria das cidades”, afirma.

Orfaly destaca, também, que a época é de flexibilização. “É positivo pra quem compra. Pra quem vende, pode estar vendendo e comprando. Porque dá um desconto. […] Existe uma questão de flexibilização maior nos preços, por conta da crise. Tem mais produtos em oferta”, completa.